19 de out de 2011

Ainda de chapéu...


Hoje eu acordei pensando em tantas coisas.
Tive uma sessão com minha terapeuta ontem, eu já havia comentado com ela que não me sentia a vontade nesse mundo a impressão que eu tinha era a de que eu não pertencia a esse lugar.
Difícil de explicar, pois há muitos anos atrás eu me lembro de ainda pequena, eu ficava olhando para o céu admirando as estrelas, a lua (aliás, sou fascinada pela lua,) e pensava.
-qual o sentido de estar aqui?
-porque nasci se não gosto não me sinto bem, não entendo esse processo que se nasce sem ter escolhido e que se vai sem escolher também?
Desde muito cedo eu fico me perguntando por que motivos às coisas acontecem, destino, carma, aprendizado, evolução? Para que, se nem sei se vou usar tudo isso quando eu me for ainda mais sem ter a menor noção de onde fica esse lugar que se vai depois que morre.
Eu não sei como posso saber como vai ser o dia de amanhã, posso supor. Hoje posso planejar o que pretendo e preciso fazer amanhã, porém todos dizem “o futuro a Deus pertence”, então...
Se pertencer a alguém como posso planejar ou me comprometer amanhã com algo ou alguém, sem permissão do dono, e onde e como posso pedir pra saber ou avisar que quero diferente?
Claro que todos nós não achamos que amanhã não estaremos aqui para cumprir o que planejamos, ou o que queremos realizar. Nossos sonhos, nossos ideais, nossas expectativas de um futuro que poderá ser daqui a vinte ou trinta anos, não importa, pois muitas coisas não são em curto prazo, são em longo prazo e a cada dia que se vive o destino ou qualquer coisa que possamos denominar, pode mudar nesse meio tempo, não temos controle sobre o depois, o agora, neste exato momento pode decidir, mas daqui a três, cinco horas? 
Quem pode dizer que tem o controle das coisas ou da vida? Não temos controle nem sobre nós mesmos, não sabemos que atitude teremos diante de um fato inusitado ou inesperado que saia diferente do que chamamos de normalidade. Eu não tenho controle, embora para toda regra haja exceção, eu até hoje não conheci ninguém que tenha dito com absoluta certeza...
-dentro de dez anos estarei fazendo isso, geralmente, à frase é complementada com um “se Deus quiser”, e se Deus não quiser?
Está aí com certeza o meu não gostar daqui, nada se pode prever, vivemos um dia atrás do outro fazendo nossos afazeres correndo atrás de metas que estipulamos sem nem mesmo saber o que vai acontecer... Vou poupar para o futuro, certo temos que pensar no futuro porque vai que cheguemos lá, mas e se não, vai ser uma briga pela herança.
Não estou aqui discutindo crenças, não é porque mencionei o nome de Deus que eu creia que só ele seja para todos o único que exista, temos os Budistas, os Evangélicos, os Espíritas e tantas outras, tem quem diga que são as Forças do Universo.
 Aliás, tenho um imenso respeito pela escolha de cada um.  Não é isso que quero discutir aqui e sim um sentimento, um pensamento, uma dúvida, minha, diga-se de passagem.
Eu vivo dizendo que não sou daqui, nasci na época errada, no tempo e lugar errado também e acho que me considero uma não terráquea.
-é louca, não tem fé, não tem uma religião.
Estão enganados, tenho sim, porém sou inteligente o suficiente pra entender, e o direito de não querer que meu destino já esteja traçado sem nenhum aval meu, e ainda por cima não poder fazer nada pra mudar se eu não gostar.
Então basta viver e esperar que o outro dia estejamos aqui para darmos continuidade àquilo que planejamos. Não pensem que sou uma pessimista, não sou não muito pelo contrário.
 Não podemos nos esquecer do livre-arbítrio, dizem que temos, mas será mesmo?
Tem-se o livre-arbítrio? Farei uso dele, escolho não ir e não indo outras coisas vou fazer, agora me diga e se eu escolhesse ir quem me garante que tomando essa decisão e tendo-a como se fosse meu direito de escolha estarei mudando algo? Muitas vezes por causa de uma decisão que denominamos livre-arbítrio ou  direito de escolha, tomamos atitudes que nos arrependemos depois. Daí vem... se eu tivesse feito diferente, se eu não tivesse dito aquilo, se eu não isso, você acha realmente que seria diferente se tivesse ido? Se estiver predestinado a ser de uma forma que não podemos prever, qual seria a diferença de ter tido uma determinada atitude?  Que livre-arbítrio é esse?
Sei que muitos não concordarão comigo e até vão ficar achando que eu sou uma pessoa mal agradecida a vida, não é isso.
Pode ser até que exista quem concorde ou pense como eu, ou melhor, tenha as mesmas dúvidas e também tenta encontrar respostas, assim como eu.
Antes de tudo gostaria de esclarecer que, não estou colocando aqui uma verdade, estou sim, falando da minha verdade.
Enfim, hoje estou aqui e tenho algumas coisas para decidir e fazer neste dia que está começando, não sei se farei, pois tenho alguns compromissos evidentemente que deixei para resolver amanhã mesmo porque não sou um ET tão diferente, até tenho uma aparência bem normal, e já que vivo na terra me considero humano, com todas as complexidades que essa condição nos permite.
Vou cumprir com os compromissos? Vou fazer o que planejei? Ou simplesmente vou mudar de idéia e não fazer nada?
Eis a questão, porém, acredito que não importe muito.

Estou de chapéu mesmo!

PS: o termo terráqueo eu copiei do texto de uma amiga que fez uso da palavra e achei que representa bem o que eu sinto.

Um comentário:

  1. Bom Dia Elaine!Teu Blog fico maravilhoso e as tuas palavras dignas de serem lidas.Aprendi uma lição hoje ou relembrei, que capacidade tem as pessoas de se superarem.Lindo!Lindo!Lindo!Grande abraço.

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